Contratação de CEO Para Minha Empresa. Só Aceitamos Currículos de Chefes de Estado!

A não intervenção do Estado na economia é sem sombra de dúvidas uma grande utopia, tanto que o processo pós Keynesianismo conhecido como neoliberalismo têm consistido em privatizar no todo ou em parte as empresas públicas e no caso de privatização completa, o processo resultante é substituí-las por órgãos de moderação no ramo de mercado privatizado. Isso garante maior segurança e clareza nas regras de mercado, o que é bom para os investidores e bom para a classe trabalhadora, que é beneficiada com a qualidade dos serviços e produtos ofertados a menores custos. Mas demonstra com todo efeito, a fixação dos governos na economia.

Como um cidadão que defende o pluralismo de idéias, o Estado laico, a democracia, e a liberdade, não posso consentir que o Estado que foi concebido para governar e legislar em nome destas bandeiras, tome em suas mãos a iniciativa privada tornando-a pública. Seguramente o cidadão que paga seus impostos e segue as leis, deveria sentir-se deveras ofendido com o uso de seu suado dinheiro para realizações de intervenções do Estado na economia. Portanto, por mais que tenha sido opositor das duas eleições e da administração do governo Lula, eu tenho que admitir que seu governo está dando aula aos históricos países liberais como o Estados Unidos e Inglaterra. Enquanto os “gringos” lá da “gringolândia” – como gosta de ironizar o célebre Arnaldo Jabor – estão utilizando o dinheiro dos contribuintes em ralos que parecem não ter fim, na expectativa de controlar o mercado que aos olhos destes parece um foguete desgovernado, o nosso governo até agora só abriu mão de receber o compulsório pago pelos bancos, e está vendendo dólares, aumentando o caixa em moeda nacional. Ou seja, estamos ensinando os pais do capitalismo liberal a como moderar o mercado de forma liberal. Em meio a crise global, está até dando um orgulho extra, ser brasileiro.

Se o “império” norte-americano não tivesse traumas da Guerra Fria, teria aceitado numa boa a compra de seus maiores bancos privados por grupos orientais como iria acontecer se o Estado não tivesse coberto as ofertas e comprado participações dos bancos.  Eles foram mal geridos, e agora resta o medo de que continuem mal geridos e quebrem num futuro próximo, se o mercado tivesse sido deixado às suas próprias regras, os novos grupos comprariam as marcas norte-americanas e injetariam novo ânimo na economia. Mas com medo do socialismo disfarçado de capitalismo oriental, ou um capitalismo disfarçado de socialismo oriental, os EUA se tornaram fiéis Keynesianos novamente, e em pleno governo republicano! O que me faz indagar se os democratas irão manter a tradicional linha de atuação econômica semi-keynesiana ou já que esta postura foi adotada pelos republicanos, talvez os democratas estejam dispostos a se tornar socialistas?

Sarcasmo à parte, eu venho para lembrar que o capitalismo oriundo da liberdade depende da livre iniciativa privada e não da capacidade de gerenciamento administrativo e financeiro dos chefes de Estado. Se já é complicado administrar uma pequena empresa, e mais complicado ainda administrar uma corporação inteira, imagine alguém sem experiência empresarial querer administrar todas as empresas ao mesmo tempo. Será pedir muito, solicitar a estes nobres senhores que deixem o empreendorismo para quem é do ramo?

Curitiba, 23 de novembro de 2008.

Faimon Jorner Lessnau Coutinho, 20 anos

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