Roma está de volta?

Fazem poucos dias todos os jornais do mundo faziam referência à crise do Euro colocando a incógnita de se a moeda de mesmo nome sobreviveria.

Sobreviveria? Sobrevive! Sobreviverá! Unificará! Está é a resposta da União Européia.

Esta semana todos os países membros, a exceção do Reino Unido que não utiliza o Euro como moeda nacional mas sim a valiosíssima Libra, em reunião de emergência, anunciaram que estão unificando todo o controle orçamentário da Zona do Euro. Como quem diz: “Essa zona não é espelunca não!”

Mais um passo rumo a unificação completa da região como aconteceu no Império Romano.

Já acabaram com as barreiras de imigração entre os países membros, o livre comércio entre eles já foi estabelecido a muito tempo, uma única moeda facilita todas as transações dentro do bloco econômico, e agora o controle orçamentário também é um só.

Os próximos passos para completa unificação me parecem bem mais tranqüilos em relação aos que já foram dados, só falta mesmo unificar os serviços de atendimento à população do governo (saúde, educação, seguridade) e as forças de defesa.

Ah, mas cada um tem sua língua! Em Roma também cada região falava um idioma diferente, mas havia um em comum a todos, que era o Latim. Hoje no mundo todo já sabemos que a língua comum é o Inglês. Então não há hoje qualquer problema quanto a isso.

Mas qual o objetivo?

Existem vários, mas a curto prazo o mais óbvio é a competição com a China, que avança desafiadoramente sobre os mercados do mundo todo, que com uma capacidade produtiva ainda muito maior do que a atual ainda pretende avançar muito mais.

Os Europeus de menor poderio Econômico como a Grécia pagariam o preço de ter uma moeda de valor alto como o Euro, então destina quase 100% de sua produção para o mercado europeu e seus problemas diminuem, os países ricos como França e Alemanha continuam exportando com facilidade as tecnologias desenvolvidas internamente mantendo um bom fluxo de entrada de capitais e investimentos, assim esperam que China pareça ficar mais distante.

O que eles não podem, é gastar demais, se endividar tira o equilíbrio dessa balança, então a jogada é de mestre. Unifica-se o controle orçamentário, e agora não existem mais os países devedores, pois na média geral, está tudo bem. É como um grande aviso de “Investidores podem voltar está tudo sob controle novamente.”

Mas você pode ver até onde isso vai dar no final das contas né?

Reblogado em 20/12/2011 em: Semeador de Letras

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