A Direita morreu no Brasil. Amém.

Sou Faimon Coutinho, um jovem que já foi líder estudantil, tenho uma família de história humilde, vim da escola pública sucateada, mas graças a Deus, com o esforço dos meus pais e com o meu próprio, tendo sempre que driblar os obstáculos erguidos também pelos governos, hoje sou um Consultor Tributário e de Estratégia em uma elegante boutique de consultoria de Curitiba (PR).

Depois dessa introdução até parece que vou defender o socialismo até a morte enquanto comemoraria a morte da Direita? Ou que vou defender a direita que representa as pessoas que como eu empreendem?

Em um cenário em que 1 a cada 4 brasileiros depende de programas sociais assistenciais e os outros 2 ficariam felizes em também receber já que estão muito endividados, e por fim, esse 4º brasileiro menos mal, a cada 10 desses 1 apenas é rico ou milionário, fica impossível defender que o governo precisa diminuir o Estado e apoiar a competitividade dos empresários para que finalmente eles possam lucrar sem serem tão expurgados de suas posses pelo Estado, sem qualquer contrapartida à sociedade pobre e miserável.

Homens como esse escasso 4º cidadão na proporção de 1/10 dentro de seu grupo, criaram a Direita Política no passado, a democracia e muito da nossa forma de Estado, para possibilitar que as pessoas decidam empreender e tenham reais chances de obter sucesso. E principalmente, usufruir desse sucesso em paz.

A exploração da mais valia, o acumulo de riquezas e o limitado mercado gera a existência de pobres e miseráveis que não acessam o mercado de trabalho e tampouco empreendem, cidadãos que por vezes sofrem a truculência policial e da política penal que criminaliza em especial o pobre. Marx olhou para eles e para o trabalhador explorado e imaginou uma sociedade onde o Estado é empreendedor e as pessoas trabalham todas uma pelas outras, mas essa ideia foi fortemente rechaçada pelos que detinham poder e recursos.

Depois de muitas mortes em nome do socialismo, em nome da liberdade e também ao surgimento de graves crises do capitalismo, algumas sociedades passaram a tentar conciliar as duas coisas. Esse é o caso do Brasil. Aqui temos o PT, o PSDB, o PDT, o PSB, PMDB e vários outros partidos de centro-esquerda que diferem entre si não mais na régua horizontal de direita e esquerda, mas na régua transcendental de “libertarismo” e “estatismo” neologismos que acabei de criar ou absorver. Também diferem na régua vertical de tamanho, medido pelo poder que representam no congresso e nos cargos executivos.

Tal é enfoque nas ideias novas de centro-esquerda, que tornou os partidos extremistas uns nanicos, tanto os de esquerda como o PSTU, PSOL, PCO, PCdoB como os de direita como o PL e o PFL, esses últimos agonizaram mas empreenderam, saíram do caminho de morte e se suicidaram para renascer como uma fênix, ao fundar o DEM eles foram diretamente para o centro da régua política tradicional e passaram a aceitar a existência dos programas sociais, o SUS e outras atividades voltadas ao benefício dos pobres e miseráveis como contrapartida da liberdade e apoio concedido aos empreendedores grandes e pequenos.

A direita política no Brasil morreu naquele mesmo dia.

Portanto não se deixe enganar por políticos que dizem “vamos endireitar o Brasil” por que não vão, serão agulha no palheiro dentro de seus partidos e especialmente no cenário geral.

O lado bom é que cada vez mais o povo brasileiro mostra que a ideologia dominante é de centro-esquerda, essa é a opção do povo brasileiro. O lado ruim é que a discussão política empobrece quando perde-se aquele que apregoa a visão do elefante só de um dos lados e faz aquele que está no centro ponderar sobre a existência dos lados e não apenas sobre a visão panorâmica.

E descanse em paz direita brasileira.

Amém (e que assim seja).

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