Macri novo presidente da Argentina começou bem

No fim de 2015 assumiu a presidência da Argentina o Sr. Maurício Macri, um representante da ponderação de centro, contra um representante da esquerda kirchnerista alinhada com um movimento que estranhamente se chama “bolivarianismo”. Isso acaba com uma sequência de ações governamentais que reduziram a economia Argentina nos últimos anos e limitaram a liberdade de imprensa.

Ele é Engenheiro, natural de Tandil (ARG) em 8 de fevereiro de 1959. Já foi presidente do Boca Júniors (clube de futebol), deputado federal e prefeito de Buenos Aires. Venceu as eleições de 2015 no 2º turno em resultado apertado (51,4%).

Duas medidas iniciais de Macri me fazem pensar que ele começou com o pé direito:

1 – Dizer abertamente que retomará e fortalecerá as relações com outros países e o Brasil

Anteriormente muitas medidas questionáveis haviam sido tomadas:

(A) As importações de manufaturados vindos do Brasil com mais qualidade e mais baratos foram evitadas sob a égide de proteger as indústrias nacionais;

(B) O câmbio de dólares fixado pelo governo argentino fez com que os dólares desaparecessem do mercado, tornando impossível o pagamento das dívidas das empresas “hermanas” que pararam de importar;

(C) As dívidas de empréstimos internacionais não foram adequadamente pagas, colocando a Argentina na lista de maus pagadores, o que legalmente impede uns e logicamente afasta outros investidores.

Sua sinalização de que deseja reconectar a Argentina com a economia do resto do mundo, especialmente com a nossa já foi o bastante para que todos parassem por um instante e pensar e até planejar como isso pode acontecer. Antes a Argentina só nem era uma opção.

2 – Câmbio Peso vs Dólar flutuante, mas com intervenções pontuais do Banco Central

Essa medida é excelente tanto para a Argentina como para os países com quem ela fez, faz e fará negócios, pois:

(A) Num primeiro momento dará para a indústria argentina condições de vender seus produtos com ampla competitividade no mercado internacional, aumentando as vendas, com isso a produtividade e logicamente os empregos. Uma medida realmente capaz de favorecer a indústria nacional.

(B) Num segundo momento, com o retorno dos fluxos de dólares, as empresas argentinas terão como pagar suas dívidas, inclusive com fornecedores brasileiros e voltar a importar, mesmo que os produtos importados cheguem no país mais caros do que antes, isso dará mais possibilidades de mercadorias para o mercado, o que é positivo para o comércio. Obviamente os produtos nacionais serão mais baratos o que em um momento de fragilidade industrial é uma justa vantagem.

(C) Depois ainda, com o dólar desvalorizado, volta a ser interessante que indústrias internacionais venham à Argentina instalar unidades fabris, pois a mão de obra e insumos locais são cambialmente muito baratos, tornando o bem final vantajoso no mercado internacional.

(D) Com mais empregos o mercado interno argentino ganha, basta aguentar mais um curto período de dureza, que esse é o resultado final. Todavia, o acesso a bens importados deve realmente ficar mais caro por um período mais longo, mas o que até certo ponto pode ser uma dificuldade minorada pela volta do acesso barato ao crédito já que o povo terá fonte de renda constante (empregos) assegurada.

Por fim…

Em um horizonte de tempo um pouco maior a Argentina recuperará condições de voltar a crescer e melhorar a condição de vida das pessoas, aquilo que o governo de esquerda roubou do país.

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