Terceira Via: conceitos básicos

O que é Terceira Via?

Os sistemas liberais e socialistas falharam. Isso é historicamente verificável. Primeiro o Capitalismo a partir do século XVIII e XIX. Depois o Socialismo no século XX, quando os partidos de centro-esquerda (trabalhistas, sociais-democratas) desistiram de levar paulatinamente e democraticamente a sociedade para aquele caminho como era a proposta original deles. Nesse ponto da história surge com força a ideia de conceituar um terceiro sistema econômico híbrido.

Como é a Terceira Via?

Ela ainda carece de uma sistematização melhor, mas podemos destacar dois pensadores mais prolíferos em abordar essa ideia.

– John Maynard Keynes

No começo do século XX o Lorde inglês John Maynard Keynes em suma defendeu que o Estado não deve ser estático na posição mínima ou na posição gerencial, pois as variáveis do mundo também não o são.

Existem momentos de efervescência econômica nos quais a liberdade de mercado deve ter amplo espaço para obter desenvolvimento para a sociedade, enquanto o governo deve formar reservas. Mas também existirão momentos em que o mercado se degradará e as reservas precisarão ser usadas para aumentar o Estado temporariamente.

– Anthony Giddens

No final do século XX o professor Anthony Giddens passou a abordar mais aspectos, políticos, econômicos e sociais oriundos das ideias de Keynes e tem arrebanhado para suas ideias líderes importantes como: Bill Clinton, Tony Blair, Fernando Henrique Cardoso, Obama, entre muitos outros.

Para esse professor “O problema político da humanidade consiste em combinar três coisas: eficiência econômica, justiça social e liberdade individual” de modo a garantir as liberdades sempre acompanhadas de responsabilidades.

Onde ela foi aplicada?

As ideias de Keynes (keynesianismo) foram aplicadas com enorme exito pelos EUA depois da Crise de 1929 com a política da New Deal que empregou milhares de pessoas temporariamente em obras do Estado para que os níveis de renda da população se mantivessem e as empresas pudessem desfrutar de uma logística melhor no momento seguinte. No Brasil Getúlio Vargas teve uma condução keynesiana também, em um momento turbulento onde o Estado precisou crescer temporariamente para garantir o melhor nível de liberdade responsável naquela altura dos acontecimentos.

Os líderes influenciados por Giddens tem em comum que na década de 1990 terceirizaram atividades estatais, privatizaram especialmente a telecomunicação, reduziram a presença do Estado em determinadas áreas econômicas como política para permitir desenvolvimento econômico e formação de reservas públicas até que em um momento posterior em uma crise  essas reservas pudessem ser usadas para “garantir” a sociedade e o sistema (como na crise de 2008 quando nos EUA, Obama injetou dinheiro em montadoras de automóveis e instituições financeiras. No Brasil isenções de impostos e crédito subsidiado foram oferecidos para os setores automobilistico, construção civil e eletrodomésticos pelo Presidente Lula).

Comparações

Considerando o tripé do problema político da humanidade:

  1. Eficiência econômica;
  2. Liberdade individual; e
  3. Justiça social.

Liberalismo – preocupado em garantir duas primeiras bases, tende a quebrar a terceira como palha seca (estudar sobre o desastre social promovido pelo liberalismo belga nas décadas anteriores a I Guerra Mundial e aos artesãos ingleses logo após a Revolução Industrial e comparar com as demissões em massa e desapropriações por dívida na crise de 2008 nos EUA)

Socialismo – chocado com o problema da justiça social preocupa-se em garantir apenas ela, destruindo a liberdade individual e a economia. A liberdade desaparece como ensina Milton Friedman: “Se buscar primeiro a liberdade conseguirá, mas talvez nunca alcance a igualdade. Mas certamente a sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade”. A economia sem seus empreendedores perde foco, com os custos da igualdade colocados sobre suas atividades perde então a competitividade.

Terceira via – não eleger uma das bases com prevalência sobre as outras duas, significa que nenhuma delas será plenamente alcançada, ao passo que nenhuma delas será destroçada. Cada uma deve suportar o mínimo peso possível de manter as demais. As liberdades devem estar disponíveis, mas dentro de cada uma a sua respectiva fração de responsabilidade com a justiça social.

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